Juan D’Arienzo


Violinista e condutor de orquestra (14.12.1900 – 14.01.1976)



Como muitos outros artistas de tango, Juan D’Arienzo começou com o tango quando ainda era muito novo. No inicio, ele tocava violino em teatros mais pequenos, e quando tinha 19 anos de idade – ele actuou no Teatro Nacional, num espectáculo chamado Cabaret Montmartre. Desde essa altura, D'Arienzo continuou o seu trabalho no teatro, juntamente com Angel D’Agostin.

D’Arienzo tornou-se conhecido depois que Rodolfo Biagi juntou-se à sua orquestra em 1935. Foi nesse momento que D’Arienzo recuperou ritmos esquecidos nas suas primeiras composições. Um ano mais tarde, ele tornou-se muito popular, e as milongas ganharam vida e ritmo. Juan D'Arienzo tornou-se também na estrela da estação de rádio El Mundo. Ainda com estes projectos todos, ele não deixou o seu trabalho no teatro com o pianista D’Agostin.

In 1938, Biagi deixou a orquestra de D’Arienzo; entretanto, D’Arienzo já era reconhecido pelo ritmo 2/4 que retornou o tango argentino aos dançarinos e aos salões de dança. Foi nesta altura que Juan D'Arienzo ganhou a sua alcunha – o rei do ritmo.

Para D’Arienzo, o tango argentino representava caracter, poder, ritmo e energia. Ele costumava dizer que o tango argentino estava em crise pelos anos quarenta, e que a principal razão para isso era que a tradição da "escola antiga" tinha sido esquecida. Ele também culpava as orquestras de tango orchestras, porque a sua música servia meramente de suporte à voz dos cantores. D'Arienzo costumava dizer que a voz de um cantor é somente outro instrumento dentro da orquestra, e por isso é errado dedicar a música ao vocalista.

O maestro foi bem sucedido a recuperar a vivacidade do tango, o ritmo claro e o seu temperamento. Ele criou um tipo puro de tango argentino, no qual – havendo vocalistas – o papel do cantor era servir a orquestra; o tango argentino recuperou o seu devido lugar, como uma música para a dança.

A sua orquestra era formada por cinco violinos (Cayetano Puglisi era o primeiro violino), cinco bandoneons, cantores, e um piano (tocado por Polito). Ele nunca tocou com uma orquestra mais pequena; para alguns espectáculos D'Arienzo até dobrou o tamanho da sua orquestra.

D’Arienzo teve um papel predominante no tango, na medida em que encorajou os músicos a retornarem ao tango argentino original, ao ritmo dois por quatro, e ao verdadeiro caracter do tango. Muitas das maravilhosas milongas são de sua autoria – e o seu ritmo provoca a dança.

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